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Justiça francesa apura responsabilidades da tragédia no Túnel do Monte Branco

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Justiça francesa apura responsabilidades da tragédia no Túnel do Monte Branco

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Ao terceiro dia de julgamento, da catástrofe do túnel do Monte Branco,apontou-se o dedo às falhas no sistema de segurança. Face ao tribunal de Bonneville, no Leste de França, os chefes dos investigadores da tragédia evocaram a falta de investimento na segurança do túnel e enumeraram um conjunto de incidentes que faziam prever uma eventual “situação catastrófica”.

Acabou por acontecer a 24 de Março de 1999 e por vitimar 39 pessoas. Seis anos depois, 16 pessoas e empresas são acusadas de homicídio involuntário. Tudo começou com um incêndio no motor de um camião de margarina, quando se encontrava a meio do túnel. A isto juntou-se um outro camião com cloro, um sistema de ventilação que não funcionou e um atraso do pessoal de vigilância em fechar a entrada do túnel. Os refúgios existentes, na altura, não tinham ligações com o exterior. O fumo e as altas temperaturas acabaram por transformar os abrigos em armadilhas mortais. Esta foi uma das preocupações durante a remodelação após o drama. A investigação acabou também por revelar a falta de treino das equipas de socorro das empresas italiana e francesa de exploração do túnel, que levaram dois dias a controlar as chamas. Durante três meses a justiça francesa vai apurar as responsabilidades. Para já o processo voltou a chamar a atenção para as condições de segurança nos túneis europeus.