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Eleições na Dinamarca: primeiro-ministro Rasmussen é o favorito

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Eleições na Dinamarca: primeiro-ministro Rasmussen é o favorito

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As eleições gerais na Dinamarca, esta terça-feira, devem dar um segundo mandato de primeiro-ministro a Anders Fogh Rasmussen, apesar da coligação de centro-direita ter perdido algum do avanço sobre a oposição. Segundo a última sondagem, Rasmussen e os seus aliados anti-imigração vão conquistar a maioria absoluta, ficando com 92 dos 179 lugares do Parlamento.

Rasmussen chegou ao poder em 2001, prometendo endurecer a política de imigração e hoje em dia pode dizer que o modelo que instalou serve de inspiração a outros líderes, caso de Tony Blair. De facto, em três anos, os pedidos de asilo caíram 80% e a taxa de aceitação dos pedidos baixou de 53% para 10%, segundo os dados do serviço de estrangeiros. Apesar das críticas do alto comissariado para os refugiados da ONU e mesmo do Conselho da Europa, a política de imigração de Rasmussen tem a aprovação da população. Daí que o primeiro ministro não hesite em utilizar o tema como arma de campanha, avisando que, se o seu adversário ganhar as eleições, a política de imigração será menos restritiva. O social-democrata Mogens Lykketoft tem vindo a subir nas sondagens, mas a vitória é pouco provável. Mesmo sendo considerado o cérebro por detrás do sucesso das políticas económicas adoptadas quando o seu partido esteve no governo entre 1993 e 2001, Lykketoft terá dificuldade em contrariar a recondução da direita no poder, apesar da contestação crescente à presença de tropas dinamarquesas no Iraque. É que Rasmussen goza duma economia próspera, reduziu os impostos e melhorou o sistema de segurança social, em parte por causa da nova política de imigração.