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Fim da violência é o caminho para a paz israelo-palestiniana

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Fim da violência é o caminho para a paz israelo-palestiniana

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Para chegarem à paz israelitas e palestinianos têm que pôr um termo à violência. Uma afirmação que parece redundante, mas que é a grande conclusão da cimeira de Sharm el-Sheikh. Em quatro anos, esta mesma violência custou a vida a 4.000 pessoas.

Do lado israelita isto traduz-se pelo fim das incursões terrestres do exército, bem como dos ataques aéreos selectivos que têm como objectivo eliminar ou capturar militantes palestinianos que pertencem a grupos islamitas radicais ou à Organização para a Libertação da Palestina (OLP). 3.000 palestinianos perderam a vida em acções dos militares israelitas. Do lado palestiniano, o fim da violência significa acabar com os atentados suicidas. Desde o início da intifada, em Setembro de 2000, mais de mil israelitas foram mortos na sequência de actos de violência de grupos radicais, em atentados ou ataques contra colonatos judaicos de Gaza e da Cisjordânia. Israel reafirmou que pretende libertar 900, dos 8.000 prisioneiros palestinianos, de forma gradual, durante três meses. Mais libertações serão negociadas posteriormente com a Autoridade Nacional Palestiniana (ANP). Israel comprometeu-se também a retirar o Tsahal (exército israelita) de várias cidades palestinianas ocupadas de forma proporcional ao abrandamento da Intifada. Ou seja, quanto mais depressa acabar a intifada, mais depressa Telavive manda as suas tropas para casa. Para terminar, Ariel Sharon referiu pretender levar até ao fim o seu plano de “desconexão” de Gaza. O plano prevê a retirada unilateral dos israelitas da Faixa de Gaza e o desmantelamento dos colonatos judaicos deste território. As fronteiras, os espaços aéreo e marítimo ficarão, no entanto, sob controlo israelita.