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Governo russo sobrevive a moção de censura

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Governo russo sobrevive a moção de censura

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A moção de censura da oposição contra o governo russo foi hoje rejeitada na Duma, a câmara baixa do parlamento. Na ausência de quase metade dos 450 deputados, o chumbo fez-se por 112 votos. A moção de censura surge como protesto pela decisão do governo em abolir uma série de benefícios sociais aos pensionistas, substituindo-os por exíguas compensações monetárias.

O primeiro-ministro, Mikhail Fradkov, admitiu a sua responsabilidade pelo fracasso desta medida e pediu “tempo para encontrar uma solução”. O protesto foi apresentado pelos grupos parlamentares do Partido Comunista e da formação nacionalista de esquerda, Pátria, e mesmo por alguns deputados pró-Kremlin mas, sem a moblização massiva do Rússia Unida – que não participou na votação -, a moção estava desde logo condenada. “O governo tem de assumir as suas responsabilidades e este parlamento exige que, no interesse dos cidadãos, retire estas mudanças sociais e as reformas em curso”, reclamou o chefe do Partido Comunista, Guenadi Ziuganvo. O governo fez um mea culpa e sobreviveu ao ataque mas não apaziguou a cólera dos pensionistas.