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Confirmado o divórcio entre Fiat e General Motors

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Confirmado o divórcio entre Fiat e General Motors

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Os detalhes da separação entre a Fiat e a General Motors foram acordados este fim-de-semana. As duas construtoras chegaram a um acordo que põe fim a uma aliança de cinco anos.

A construtora norte-americana vai pagar 1,5 mil milhões de euros para saír do capital da Fiat Auto e para que a construtora italiana não use a opção que lhe permitia obrigar a GM a comprar o resto do capital da divisão automóvel. Segundo o presidente do grupo Fiat, Luca di Montezemolo, este é um acordo vantajoso: “É bom, não só porque a situação financeira melhorou, mas também porque temos mais liberdade para encetar novas colaborações e novas alianças, por isso há um sinal forte que enviamos ao maior capital que temos, os trabalhadores”. No entanto, as perspectivas podem não ser tão boas. A crise da Fiat está longe de estar resolvida. Segundo alguns analistas, o acordo apenas vai fazer a construtora ganhar tempo até abrir falência. No ano passado, a Fiat ficou em sexto lugar no mercado automóvel da Europa, com pouco mais de um milhão de matrículas, e foi a única das grandes empresas do ramo que não cresceu em termos de vendas. A saúde financeira da Fiat é fundamental para a economia italiana, já que é o maior empregador do país, com 85.000 trabalhadores. Para a GM, o acordo é um duro golpe já que a divisão europeia do grupo está a enfrentar dificuldades e apresentou, no ano passado, um plano que prevê suprimir 12.000 postos de trabalho.