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Líbano enterra Rafic Hariri

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Líbano enterra Rafic Hariri

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A emoção, por vezes exacerbada, tomou conta das ruas de Beirute. Os Libaneses disseram um últimos adeus a Rafic Hariri, que consideravam ser o salvador da nação.

O cortejo fúnebre partiu da residência do antigo primeiro-ministro e percorreu a capital até à mesquita de Mohamad al-Amin, na Praça dos Mártires, no centro da cidade. A tensão esteve ao rubro, bem como os slogans anti-síria. Foram muitos os que tentaram tocar o caixão de Hariri. A confusão que se instalou foi de tal forma grande que os filhos do ex-primeiro-ministro, assassinado num atentado na passada segunda-feira, não conseguiram levar o caixão do pai até à Praça dos Mártires. A família de Hariri exigiu que o funeral tivesse um cariz popular e não de Estado. Os familiares justificaram esta exigência com o facto de não quererem juntar-se aos responsáveis que não garantiram a segurança de Hariri, referindo-se implicitamente ao presidente Emile Lahoud e ao actual primeiro-ministro Omar Karami. Se a sociedade civil esteve presente em peso, em termos institucionais a única presença notada foi a de Nabih Berri, presidente do parlamento, e de alguns deputados. O chefe de Estado francês foi a Beirute. No cortejo fúnebre esteve o representante da política externa europeia, Javier Solana, e o emissário norte-americano no Médio-Oriente, William Burns. Hariri apresentou a demissão no passado mês de Outubro, em protesto contra a interferência de Damasco para conseguir a reeleição do actual presidente libanês Emile Lahoud, tendo depois integrado as fileiras da oposição anti-síria e pretendia candidatar-se às eleições legislativas de Maio.