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Espanha: Campanha sobre a Constituição Europeia chega ao fim

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Espanha: Campanha sobre a Constituição Europeia chega ao fim

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Em Espanha esgrimem-se os últimos argumentos a favor e contra a Constituição Europeia. Domingo, 34,6 milhões de espanhóis deverão dar a sua opinião. Espera-se uma vitória esmagadora do “sim”, mas os grandes adversários são a falta de conhecimento sobre o texto, o número de indecisos e, sobretudo, a forte abstenção esperada.

Segundo o chefe do governo de Madrid, José Luis Rodriguez Zapatero, “cada voto e todos os votos contam e são necessários” e “deve haver uma grande maioria de votos a favor da Europa, Constituição e progresso, tudo o que deseja a maioria dos espanhóis”. O “não” conta com menos de 6% das intenções de voto, no fim de uma campanha levada cabo pelo nacionalistas bascos radicais e pela Esquerda Unida, que recorrem a argumentos como “defesa da identidade nacional” e “reconhecimento das minorias”. O embate acaba por basear-se nos argumentos dos políticos. Após duas semanas de debates e da vasta campanha de informação quase 60% dos espanhóis reconhece que sabe muito pouco sobre a Magna Carta europeia. A Espanha é o primeiro Estado membro a referendar a Constituição. O referendo é consultivo, pois a ratificação final cabe ao Parlamento. Mas em caso de vitória do “não”, Zapatero disse que não submete o texto aos deputados.