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Líbano: Contestação à Síria sobe de tom entre apelos à unidade nacional

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Líbano: Contestação à Síria sobe de tom entre apelos à unidade nacional

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O Líbano permanece unido a chorar a morte de Rafic Hariri. Na mesquita de Mohammed al-Amin, onde está sepultado o antigo primeiro-ministro, e na casa da família Hariri em Beirute, os libaneses juntam-se para exigir a demissão do governo pró-sírio e a retirada das tropas de Damasco.

A contestação não pára de aumentar e a imprensa exalta o voto maciço pela unidade e soberania do Líbano que representa a manifestação de 150 mil pessoas durante o funeral de Hariri. As pressões sobre a Síria, acusada pela oposição libanesa de estar por trás do atentado de segunda-feira passada, fazem sentir-se também a nível internacional. Depois de ter clamado por uma investigação externa à morte de Hariri, George W. Bush exortou Damasco a cumprir as disposições das Nações Unidas. “Esperamos que a Síria respeite a resolução 1559 do Conselho de Segurança da ONU, que exige a retirada das tropas do Líbano. E esperamos que ajude à realização de eleições livres e justas no Líbano. São pedidos razoáveis, que visam tornar o mundo um local mais pacífico”, referiu o presidente norte-americano. A questão síria e os acontecimentos no Líbano vão estar na agenda de discussões durante a visita de George W. Bush a Bruxelas na próxima semana.