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Atentado em Telavive abala paz israelo-palestiniana

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Atentado em Telavive abala paz israelo-palestiniana

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As autoridades israelitas vão adiar a retirada militar de algumas cidades palestinianas, na sequência do atentado que esta noite abalou as tréguas na região. A informação foi avançada pelo ministro da Segurança Pública israelita,citado pelo jornal Haaretz.

A explosão de uma bomba à porta de uma discoteca em Telavive provocou esta noite pelo menos quatro mortos e mais de três dezenas de feridos, tendo sido atribuída por Israel a elementos do Hezbollah e da Jihad Islâmica. Pressionado por Sharon e por Washington para capturar os culpados da acção e salvar as negociações de paz, o presidente palestiniano Mahmoud Abbas apontou as culpas a um terceiro elemento que, segundo ele, estará a sabotar as conversações. Uma versão corroborada pelo primeiro-ministro palestiniano, Ahmed Qorei, que deixa em aberto a implicação do Hezbollah libanês. Qorei afirmou que o atentado, de ontem, “vai contra a estratégia e diplomacia palestiniana que condena e interdita qualquer acção contra Israel”. Os responsáveis israelitas vão reunir-se durante o dia para decidir a reacção ao atentado. Esta manhã lançaram uma operação sobre a aldeia de Deir al-Ghusun,na Cisjordânia, de onde seria originário o bombista. A pressão volta a estar sobre o campo palestiniano. Mahmoud Abbas anunciara esta manhã a detenção de dois palestinianos alegadamente implicados no atentado de ontem.