Última hora

Última hora

Togo: Filho do presidente rejeita chefia do Estado e anuncia eleições

Em leitura:

Togo: Filho do presidente rejeita chefia do Estado e anuncia eleições

Tamanho do texto Aa Aa

O Togo cedeu à pressão internacional. Faure Gnassingbé renunciou ontem a suceder ao pai no cargo de chefe de Estado do país sem que essa decisão seja validada pelas urnas.

As eleições presidenciais deverão ser realizadas num prazo máximo de 60 dias como previsto na Constituição. O poder no país será assegurado interinamente pelo presidente do Parlamento, substituído recentemente por uma figura próxima do partido da família Gnassingbé, o RPT, União do povo do Togo. Uma decisão que foi vivamente contestada pela oposição. Faure Gnassingbé, que se apresentará como candidato às presidenciais, justificou o seu afastamento como uma forma de garantir a transparência do escrutínio. O filho do antigo presidente Eyadema, um político quase desconhecido, protagonizou uma grave crise no país, desde que, há três semanas, foi nomeado pelo exército para continuar o regime de 30 anos do pai após o seu falecimento. As tentativas de alterar a Constituição para legitimar esta sucessão, quase dinástica, motivaram os protestos da oposição e da comunidade internacional. O passo atrás de Gnassingbé levou a Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental a anunciar que está pronta a rever as sanções impostas ao Togo há uma semana. Uma delegação da organização desloca-se este sábado a Lomé.