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Atentado em Telavive abala negociações de paz israelo-palestinianas

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Atentado em Telavive abala negociações de paz israelo-palestinianas

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Um clima de desconfiança volta a dominar as negociações de paz israelo-palestinianas na sequência do atentado em Telavive, na sexta-feira, reivindicado pela Jihad islâmica.

O primeiro-ministro israelita, Ariel Sharon, anunciou esta manhã que não existirá qualquer progresso nas conversações enquanto a Autoridade Palestiniana não lançar uma campanha para destruir as redes terroristas. O vice-ministro da Defesa israelita foi mais preciso, afirmando que o exército poderá retomar as operações de assassínios selectivos de militantes palestinianos. Em Israel o alerta terrorista foi elevado ao nível máximo, tendo sido reforçado o controlo sobre palestinianos a residir ilegalmente no território. O presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, lançou um ultimato aos responsáveis militares para que capturem os culpados do atentado em Telavive ou então que se demitam. “Não quero esforços, quero resultados”, afirmou Abbas, que ontem tinha condenado os atentados lançando as culpas sobre o Hezbollah libanês e um antigo guerrilheiro próximo da Fatah, que se encontrará refugiado na Cisjordânia. Israel continua, no entanto, a apontar o dedo ao movimento Jihad Islâmica, sediado na Síria. Esta manhã o vice-ministro da defesa israelita tinha afirmado que poderia voltar a atacar campos de treino da Jihad islâmica na Síria, como o fez em 2003, caso os palestinianos não ponham termo às actividades do grupo.