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"Guerra das línguas" prossegue no seio da UE

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"Guerra das línguas" prossegue no seio da UE

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Portugal, Espanha e Itália vetaram esta quinta-feira a discussão dum dos pontos da reunião do Conselho de Emprego e Política Social dos 25, segundo uma informação avançada pela agência EFE.

Motivo para o veto: os documentos, que iriam servir de base à discussão sobre os programas de trabalho para 2005 dos Comités de Emprego e Protecção Social, não estavam traduzidos em todas as línguas oficiais. Este é o último episódio da já chamada “guerra das línguas”, no seio das instituições da União Europeia. Segundo as regras comunitárias todos os documentos têm de ser traduzidos nas línguas oficiais dos estados membros. A polémica reacendeu-se depois da Comissão de Durão Barroso ter limitado a tradução simultânea na sala de imprensa a três línguas. Francês, inglês e alemão, são agora as línguas de trabalho quotidianas, excepção feita à quarta-feira, dia da reunião semanal dos comissários, em todos podem escutar a tradução simultânea na sua língua materna. Os jornalistas espanhóis e italianos foram os que mais se revoltaram, o que já levou os embaixadores destes países a enviarem cartas de protesto à UE pedindoexplicações.