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Líbano enterra última vítima do atentado de Beirute entre manifestações

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Líbano enterra última vítima do atentado de Beirute entre manifestações

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O funeral de uma das vítimas do atentado que vitimou Rafic Hariri foi o ponto de partida para mais uma manifestação anti-governamental em Beirute.

O corpo de Abdel-Hamid Ghalaiyni foi descoberto 17 dias depois do ataque de 14 de Fevereiro, que matou 18 pessoas. Desde a morte do antigo primeiro-ministro, a oposição reclama dia e noite a retirada das tropas e dos serviços secretos sírios presentes no Líbano, bem como a demissão dos responsáveis pela segurança do país. Depois da demissão do governo de Omar Karami na segunda-feira, a posição do presidente Emil Lahud, considerada pró-síria, fica cada vez mais fragilizada. A pressão internacional sobre a Síria aumenta diariamente de tom: para além dos Estados Unidos e da França, a Rússia e a Alemanha vieram apoiar a resolução 1559 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A nível interno, a oposição exige uma declaração concreta de Damasco sobre a retirada dos 14 mil soldados sírios presentes no Líbano, bem como uma absoluta autonomia para Beirute. Condições indispensáveis para negociar um futuro democrático e de unidade para o país e que poderão passar pela inclusão do Hezbollah em todo o processo. O movimento integrista xiita recolhe fortes apoios da Síria, mas é um parceiro desejado pela oposição devido ao peso que tem na sociedade libanesa.