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Morte de jornalista cria crise política no Azerbeijão

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Morte de jornalista cria crise política no Azerbeijão

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A morte do jornalista Elmar Husseinov está a levantar fortes críticas ao actual chefe de Estado do Azerbeijão, o Presidente Ilham Aliyev.

Opositores ao regime autoritário vigente no país planeiam protestos populares para sexta-feira, dia do funeral do antigo director da revista Monitor. Considerado como uma das vozes mais activas contra Aliyev, o jornalista de 38 anos de idade foi assassinado na noite de quarta-feira, à porta da sua casa, na capital Baku. Rico em petróleo e de expressão maioritariamente muçulmana, o Azerbeijão conquistou a soberania contra o poder soviético em 1989. Aliyev chegou ao poder em 2003, uma ascensão fortemente criticada dentro e fora do país. A pouca transparência do acto eleitoral motivou protestos dias após a tomada de posse. Na altura cerca de 100 pessoas foram detidas. Grande parte já saiu em liberdade, mas alguns grupos, considerados perigosos pelo governo, continuam encarcerados. Apoiante declarado do poder popular, Elmar Husseinov instigava a população a revoltar-se contra um regime opressor. A revolução laranja na Ucrânia e o episódio semelhante na Geórgia eram algumas das fontes de inspiração para o jornalista.