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Azerbeijão parou para o funeral do jornalista inimigo do poder

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Azerbeijão parou para o funeral do jornalista inimigo do poder

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Milhares e milhares de pessoas foram dizer o último adeus ao jornalista azeri assassinado na passada quarta-feira, num caso que relembra, em vários aspectos, o que se está a passar na Ucrânia.

Elmar Husseinov, chefe de redacção do semanário Monitor, foi baleado sete vezes no elevador do seu prédio. Husseinov era um jornalista conhecido por ser um dos mais activos críticos do actual presidente do Azerbeijão, Ilham Aliev. Embora não haja qualquer confirmação, o seu pai e outros familiares ligam o homicídio ao poder instalado, associação feita também por Ali Kerimli, o líder do partido de oposição. Kerimli afirma que Husseinov foi vítima do “terror político” e da “verdade”, denunciando os atentados à liberdade de expressão num país que vai a eleições parlamentares no próximo mês de Novembro. A oposição tinha apelado a um mega protesto por altura do funeral. Acabou por ser adiado. Ilham Aliev sucedeu ao pai Haydar, nomeado pelo Kremlin durante a era soviética, na liderança do Azerbeijão.