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CE recua na introdução de alterações linguísticas na sala de imprensa

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CE recua na introdução de alterações linguísticas na sala de imprensa

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A proposta da Comissão Europeia de alargar a sete as línguas traduzidas durante as conferências de imprensa diárias do executivo comunitário foi hoje retirada depois da interpelação do embaixador português na UE.

Na proposta, línguas como o espanhol, o italiano e o neerlandês eram promovidas, enquanto o português não era contemplado. A medida, apresentada hoje pela porta-voz da Comissão Françoise Le Bail, ia ao encontro das reivindicações da Associação da Imprensa Internacional, nomeadamente dos jornalistas espanhóis e italianos destacados em Bruxelas, e acrescentava ao inglês, ao francês e ao alemão, quatro línguas: espanhol, italiano, neerlandês e polaco. Recorde-se que, à quarta-feira, após a reunião do Colégio de Comissários, a conferência de imprensa é traduzida nas vinte línguas oficiais da União. Nos restantes dias, a interpretação é nas três línguas de trabalho e na língua materna do comissário que intervem. Já no último Conselho de Emprego e Política Social dos 25, os ministros português, espanhol e italiano tinham vetado a discussão de um ponto por não disporem de documentos traduzidos em todas as línguas oficiais.