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Roma exige explicações sobre tiroteio que feriu Giuliana Sgrena e matou agente

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Roma exige explicações sobre tiroteio que feriu Giuliana Sgrena e matou agente

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O Coliseu em Roma estava iluminado para comemorar a libertação de Giuliana Sgrena e recordar a jornalista francesa Florence Aubenas, ainda sequestrada no Iraque. Mas a festa em Itália ficou estragada com o tiroteio que matou o chefe da equipa dos serviços secretos italianos e feriu a jornalista e dois outros agentes.

Giuliana Sgrena foi libertada pelos rebeldes iraquianos após um mês de cativeiro. Ontem à noite seguia para o aeroporto de Bagdade, para regressar a casa, acompanhada por três agentes quando o veículo foi alvejado pelos soldados americanos. O exército afirma que o carro não reduziu a velocidade e não respeitou os sinais de aviso ao aproximar-se do posto de controlo. O agente Nicola Calipari, que protegeu Giuliana Sgrena, faleceu. A jornalista teve de ser operada e um dos dois agentes feridos encontra-se em estado grave. Giuliana Sgrena, de 56 anos, raptada em Bagdad a 4 de Fevereiro, deve regressar este sábado a casa. Durante o rapto, a Itália chegou a temer pela vida da repórter mas, no último vídeo divulgado horas antes da libertação, Sgrena agradeceu o tratamento que recebeu. Os Estados Unidos, pela voz do presidente Bush, dizem lamentar o incidente que envolveu a libertação de Sgrena e prometem investigar as circunstâncias em que ocorreu. O primeiro-ministro italiano reagiu de imediato, convocando o embaixador norte-americano em Roma para pedir explicações. Silvio Berlosconi diz que alguém tem de assumir a responsabilidade pelo acidente.