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Itália presta última homenagem a agente morto pelos norte-americanos no Iraque

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Itália presta última homenagem a agente morto pelos norte-americanos no Iraque

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O agente dos serviços secretos italianos, Nicola Calipari, vai hoje a enterrar no meio da polémica sobre as circunstâncias da sua morte.

Na Igreja de Santa Maria dos Anjos, em Roma, foi prestada a última homenagem ao agente de 50 anos, apelidado de “herói” e “mártir” depois de ter sacrificado a própria vida para proteger Giuliana Sgrena. A jornalista italiana foi libertada na passada sexta-feira, após um mês de cativeiro em solo iraquiano. A cerimónia fúnebre foi dirigida por dois padres, um dos quais irmão de Nicola Calipari. Para além da família, assistiram numerosas personalidades da esfera militar e política, começando pelo primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, e o presidente da República, Carlo Azeglio Ciampi. Os acontecimentos de sexta-feira, que resultaram na morte de Calipari, provocaram um incidente diplomático entre a Itália e os Estados Unidos, e persistem as dúvidas sobre as circunstâncias da morte do agente. Roma exige explicações sobre o sucedido e Washington já garantiu uma investigação completa. Uma promessa que não reduziu, no entanto, a polémica em torno do tiroteio e os sentimentos anti-americanos em Itália. A jornalista, hospitalizada em Roma, classifica os acontecimentos de sexta-feira de “perseguição e emboscada” norte-americana. A maioria dos periódicos italianos prefere, no entanto, falar de negligência e do nervosismo dos soldados norte-americanos.