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Presidente boliviano justifica demissão com instabilidade social

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Presidente boliviano justifica demissão com instabilidade social

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O pedido de demissão do presidente da Bolívia lançou o país na incerteza. O congresso tem agora que deliberar sobre a demanda efectuada durante um discurso televisivo no domingo à noite. Mas durante o dia os apoiantes de Carlos Mesa marcaram presença, frente ao palácio presidencial na capital, La Paz.

A instabilidade reinante obrigou o chefe do estado-maior general das Forças Armadas a declarar a manutenção do apoio ao presidente enquanto Carlos Mesa estiver em funções. Um apoio fundamentado no respeito da constituição uma vez que o Congresso ainda não aceitou o pedido de demissão. Sendo assim, Mesa permanece o comandante supremo das Forças armadas, referiu o almirante Luis Aranda, que fez ainda questão de sublinhar que a tranquilidade reina no país. Mas no interior a estrada entre Cochabamba e Santa Cruz foi cortada pelos “cocaleros”, camponeses de origem indigena, produtores de folha de coca, que lutam contra o que dizem ser a devassa do país pelos interesses estrangeiros. Carlos Mesa subiu ao poder há sete meses depois da demissão e fuga de Gonzalo Sanchez de Lozada.