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Retirada síria não convence comunidade internacional e divide libaneses

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Retirada síria não convence comunidade internacional e divide libaneses

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As potências ocidentais criticam o anunciado reposicionamento de tropas sírias no Líbano. As movimentações militares ficam longe do exigido pela resolução das Nações Unidas de final do ano passado.

Damasco, que tem actualmente 14.000 soldados no País do Cedro, tomou uma “meia medida” ao anunciar a retirada dos seus homens para o vale de Beqaa até ao final do mês de Março. Este reposicionamento é no entanto a maior movimentação singular de tropas desde que os militares sírios entraram no país vizinho onde chegaram a estar aquartelados 40.000 homens. A decisão foi ontem tomada em Damasco durante uma reunião entre os presidentes libanês e sírio. Emile Lahoud e Bashar al-Assad omitiram no entanto uma calendarização da retirada total das tropas sírias, estabelecendo que depois de 31 de Março a situação vai ser reavaliada. O acordo foi duramente criticado pelos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Alemanha. O Hezbollah, o único partido a conservar as armas depois do fim da guerra civil, mantém o apoio a Damasco. Apoio de que é aliás devedor. Por isso agendou para hoje em Beirute uma manifestação pró-síria. Enquanto isso, a Praça dos Mártires na capital libanesa continua a ser palco de protestos anti-sírios.