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Chechénia: Morte de Maskhadov pode radicalizar guerrilha

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Chechénia: Morte de Maskhadov pode radicalizar guerrilha

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“Moscovo matou a última hipótese de negociações com a guerrilha chechena”. A reacção dos meios independentistas à morte do presidente rebelde da república do Cáucaso Aslan Maskhadov, afixada hoje no sitío internet Kavkaz Center.

O mais político dos guerrilheiros chechenos foi morto ontem durante uma operação militar coordenada pelos serviços secretos russos na localidade de Tolstoy-Yurt, 14 quilómetros a norte de Grozny. A localização do “bunker” onde se encontrava refugiado teria sido fornecida por combatentes chechenos capturados há dias pelas autoridades pró-russas. O representante do presidente rebelde, Akhmed Zakayev, no exílio em Londres, anunciou já que a morte de Maskhadov representa “uma grande perda mas não um golpe de misericórdia para os independentistas”. Vladimir Putin que se congratulou com a notícia da morte daquele que chamou de “terrorista internacional”, afirmou que o trabalho dos militares russos encontra-se longe de estar concluído na república separatista. A guerrilha procura agora um sucessor para o homem que Moscovo se esforça por capturar desde a segunda guerra da Chechénia em 99, depois de o ter afastado em 97 do cargo de presidente. O político considerado moderado, interlocutor de Moscovo durante a era Ieltsin, tinha condenado por diversas vezes acções terroristas, como o atentado de Beslan em Setembro passado, tendo em Janeiro declarado um cessar-fogo de um mês. Em Fevereiro, Maskhadov tinha tentado relançar as negociações com Moscovo, sem obter qualquer resposta da parte do Kremlin. Os analistas temem agora que o desaparecimento de Maskhadov possa dar mais poder aos líderes mais radicais como Shamil Basayev, oposto a qualquer negociação com Moscovo.