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PE homenageia vítimas do 11 de Março

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PE homenageia vítimas do 11 de Março

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O Parlamento Europeu em Estrasburgo observou esta quinta-feira um minuto de silêncio em memória das vítimas dos atentados de 11 de Março do ano passado, em Madrid.

O Presidente do Parlamento defendeu que a Europa “tem de fazer mais na luta contra o terrorismo”. Para o socialista espanhol Josep Borrell “uma boa parte das medidas previstas pelo plano de acção contra o terrorismo que o Conselho adoptou depois do 11 de Março, ainda não foram postas em prática. Isso deve recordar-nos que para lutar contra o terrorismo também é preciso ‘mais Europa’ porque agora estamos conscientes que as formas tradicionais de cooperação policial e judicial, não servem”. “Mais Europa” não quer obrigatoriamente dizer que é necessário criar novos instrumentos, antes aplicar os que já existem, como defende o director do Centro Europeu para as Informações Estratégicas e a Segurança, Claude Moniquet: “A ameaça é imediata e é preciso responder imediatamente. Acredito que aquele que devia e poderia ser o papel da Europa é mais um papel de incitação jurídica, ou seja de empurrar ou mesmo obrigar os Estados, se tal for necessário, a adoptarem leis anti-terroristas. Nos dias de hoje, nem todos os Estados são capazes de coordenar as suas medidas legais, por exemplo na aplicação do mandado de captura europeu, e vimos há pouco tempo os problemas levantados por isso. Há coisas nas quais a Europa pode ser eficaz e desempenhar o seu papel, mas não acredito que a Europa possa, hoje em dia, ter a capacidade para criar um serviço de informações integrado”. A Itália ainda não aplicou o Mandado de Captura Europeu mesmo depois dos atentados de 11 de Março de 2004 em Madrid que mataram 191 pessoas. O Reino Unido continua a opor-se à criação do Procurador Publico Europeu que vai contra as tradições legais britânicas. Estas são algumas das dores de cabeça do “senhor Terrorismo” da União Europeia, o holandês Gijs de Vries.