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Têxteis: Comissão Europeia tenta acalmar a indústria

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Têxteis: Comissão Europeia tenta acalmar a indústria

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A Comissão Europeia tenta acalmar a indústria têxtil, que quer ver accionadas medidas de salvaguarda contra a importação da China de produtos do sector. Na próxima semana, os representantes da União têm encontros previstos com as autoridades chinesas, em Pequim.

O comissário do Comércio recebeu os representantes da indústria, que está preocupada com a invasão de têxteis chineses depois da abolição das quotas, no passado dia 1 de Janeiro. Segundo os industriais europeus, as importações de têxteis da China cresceram mais de 45% no último ano e, por isso, querem ver accionadas medidas de salvaguarda. A porta-voz do comissário do Comércio recordou que estas medidas só podem ser accionadas “a pedido de um Estado ou por iniciativa da comissão”, nunca por uma organização profissional. Claude Véron Reville adiantou também que está “presa por semanas” a publicação das “directrizes” que vão tornar “claras e transparentes” as situações em que se podem estabelecer as medidas de salvaguarda. Os industriais europeus afirmam que dos dois milhões e meio de empregos no sector têxtil, na União a Quinze, um milhão está ameaçado. A China representa 28% do mercado mundial do têxtil. Até 2010, segundo o Banco Mundial, o peso do Império do Meio irá subir para 50 por cento. Com um Yuan desvalorizado e mão-de-obra barata, o perigo chinês é bem real. Resta saber se, num gesto de boa vontade, Pequim vai reduzir as exportações, aceitando o repto do comissário do Comércio que pediu à “China para tomar consciência do impacto que terá sobre os outros países do mundo”.