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Deputados chineses aprovaram a lei anti-secessão

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Deputados chineses aprovaram a lei anti-secessão

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O parlamento chinês aprovou a lei que Taiwan tanto receia. O já famoso diploma anti-secessão, que estipula a integridade territorial da China e rejeita qualquer ambição independentista, obteve luz verde de 2896 dos três mil deputados do país. O presidente Hu Jintao promulgou-a imediatamente.

A lei em questão prevê que Pequim utilize “meios não pacíficos” para proteger a sua soberania. Não se tratando de uma expressão muito ambígua, podendo significar objectivamente uma guerra, pode também traduzir-se em mais sanções e bloqueios. Em Taiwan diz-se que é o primeiro objectivo que o governo chinês quer alcançar, até porque o parlamento também aprovou o aumento de 12% do orçamento militar. A ilha serviu de refúgio para os nacionalistas que perderam a guerra civil com os comunistas, em 1949. As pretensões de total independência do continente nunca foram aceites por Pequim, que fala em reunificação, mas admite um elevado grau de autonomia. Mas o separatismo taiwanês não esmorece. Estados Unidos e Japão apoiam a ilha que tem presenciado sucessivas manifestações contra a lei que Pequim adoptou.