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Jerusalém inaugura Museu do Yad Vashem

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Jerusalém inaugura Museu do Yad Vashem

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O novo museu do memorial do Yad Vashem é inaugurado amanhã em Jerusalém. Mais uma iniciativa para que os testemunhos do Holocausto não caiam no esquecimento. O edifício, obra do arquitecto Moshe Safdie, tem uma estrutura arquitectónica que pretende simbolizar o sofrimento dos judeus no Holocausto.

Preservar a memória é o grande objectivo. Objectos pessoais servem para contar a história do Holocausto de forma a manter vivo o passado pelas gerações vindouras. A comissária do Museu, Yehudit Inbar, explica a ideia: “No novo museu histórico de Yad Vashem contamos a história do Holocausto a dois níveis: no primeiro a história dos nazis, mas colocamos a tónica no pontos de vista da história judia do Holocausto e isso é aquilo que é novidade neste museu”. Nove galerias temáticas contam cronologicamente a vida dos judeus alemães desde que os nazis ascenderam ao poder; nos ghettos, nos campos de concentração, a solução final, a resistência e os sobreviventes. Um par de óculos recebido por um sobrevivente das mãos de sua mãe antes desta ser levada para a câmara de gás foi o que inspirou a Yehudit Inbar a ideia deste museu. A comissária acredita com os relatos e com os objectos pessoais, o Holocausto não será nunca um acontecimento abstracto, relegado para as páginas dos livros de História. O museu é um complemento ao memorial de Yad Vashem, um local de passagem obrigatória para os mandatários estrangeiros de visita a Israel. Horst Kholer, o presidente alemão esteve lá recentemente e depositou uma coroa de flores, um acto simbólico, numa visita de reforço dos laços entre o povo alemão e o povo judeu. Após passar as nove galerias temáticas e em final de trajecto, o visitante entra no hall dos nomes, um enorme memorial a todos os que desapareceram no Holocausto; depois, a saída do museus projecta-se simbolicamente na luz, numa abertura suspensa sobre o vale de Jerusalém.