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Sem Gotovina em Haia negociações de adesão com a Croácia não têm início

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Sem Gotovina em Haia negociações de adesão com a Croácia não têm início

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A União Europeia não iniciará as negociações de adesão com a Croácia enquanto o general fugitivo Ante Gotovina não for transferido para o Tribunal Penal Internacional de Haia.

Quem o disse foi o primeiro-ministro e presidente em exercício dos Vinte e Cinco, Jean-Claude Juncker, depois da Croácia ter congelado os bens do general croata. O congelamento dos bens de Gotovina foi tornado público pelo procurador-geral Mladen Bajic, que não deu mais pormenores sobre a natureza das propriedades ou outros bens abrangidos pela decisão. De acordo com a imprensa, Gotovina teria um apartamento na capital croata e uma propriedade na ilha de Pakostane. Numa entrevista publicada no jornal Vjesnik, o primeiro-ministro croata, Ivo Sanader, apelou aos dirigentes da união para que decidam, como previsto, dar início esta semana às negociações de adesão do país à União. Antes da decisão de Jean-Claude Juncker, uma fonte próxima da presidência dos Vinte e Cinco já afirmou que o congelamento dos bens de Gotovina é um passo importante na cooperação com o Tribunal Penal Internacional (TPI), mas insuficiente para que as negociações tenham início na data prevista. O tema Gotovina divide a sociedade croata. Num mercado de Zagreb, um vendedor afirma que Gotovina “deve decidir se quer ir ou não a Haia” e acrescenta “não pudemos fazer pressão para que ele se entregue. Ele está a defender-se e são os que o ajudaram na altura que estão agora a fazer pressão, os ingleses e os americanos.” Para uma se a rendição “é uma condição para que a Croácia entre na União Europeia então ele deve render-se. Ele tem que aceitar esta ideia pelos interesses da Croácia.” Segundo fontes diplomáticas, a maioria dos estados membros da União Europeia é favorável ao adiamento do início das negociações devido à falta de cooperação “total” com o TPI. O general Gotovina está em fuga desde que foi acusado em 2001 pelo TPI para a ex-Jugoslávia de crimes de guerra cometidos contra os sérvios da Croácia no fim da guerra servo-croata de 1991-1995. Zagreb afirma desconhecer o paradeiro de Gotovina.