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Israel vai devolver Jericó, amanhã, às forças israelitas

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Israel vai devolver Jericó, amanhã, às forças israelitas

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Israelitas e palestinianos ultrapassaram, esta segunda-feira, o bloqueio negocial provocado pelo atentado de Fevereiro, em Telavive. Os dois lados acordaram, ontem à noite, um calendário para a devolução de pelo menos três cidades da Cisjordânia às forças palestinianas, já a partir de amanhã.

A libertação de mais uma vaga de prisioneiros esteve igualmente em cima da mesa. Israel regressa assim aos acordos selados em Charm-el-Cheik ao compremeter-se a retirar os seus militares de três das cinco cidades ocupadas em 2000. Jericó, a partir de amanhã, à qual se seguirá Tulkarem e Qualquilia até à próxima semana. Belém e Rhamallah encontram-se para já fora do acordo negociado ontem entre o ministro da Defesa israelita e o ministro do Interior palestiniano. Em troca, Mahmoud Abbas vai pedir aos principais grupos armados palestinianos, com os quais se reúne a partir de hoje no Cairo, para que declarem uma nova trégua. Um objectivo vivamente criticado por Ariel Sharon que recusou uma vez mais qualquer negociação com estes movimentos, mesmo que tivesse acenado aos radicais com a hipótese de uma nova libertação de prisioneiros. Segundo fontes políticas Israel não afasta mesmo a possibilidade de amnistiar detidos por crimes de sangue, situação recusada até agora. Dos 600 prisioneiros libertados recentemente a maioria tinha sido condenada a pequenas penas ou encontrava-se em liberdade condicional. A abertura de Israel a negociações coincide com o aumento da pressão da ONU,cujo responsável máximo visitou ontem Mahmoud Abbas. Washington por seu lado voltou a inquietar-se com a expansão dos colonatos na Cisjordânia.