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A Letónia debate-se com os fantasmas do passado

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A Letónia debate-se com os fantasmas do passado

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Há precisamente 62 anos era criada a divisão letã das Waffen SS, a tropa de elite do regime nazi. Perto de 150.000 letões combateram ao lado dos soldados alemães. A data foi hoje recordada em Riga. Alguns veteranos desfilaram pelas ruas da capital enquanto outros se limitaram a depôr flores junto a uma estátua que honra os mortos da divisão. A comemoração, autorizada pelo governo, realiza-se desde os anos 90.

Estes letões consideram-se verdadeiros patriotas pois lutaram contra os soviéticos que invadiram o país em 1940. No ano seguinte os alemães entravam na Letónia e expulsavam o exército vermelho. Três anos depois os soviéticos regressavam com a ajuda de cerca de 130.000 letões. A escolha do mal menor dividiu o país entre os opositores a um e outro regime. Por isso a marcha dos veteranos foi alvo de uma contra-manifestação que acabou em escaramuças com a polícia e com a detenção de cerca de vinte pessoas. Apesar de considerar o fim da Segunda Guerra Mundial o início da ocupação soviética, a presidente letã, Vaira Vike-Freiberga, aceitou deslocar-se a Moscovo para as celebrações do 9 de Maio com o objectivo de “lembrar ao mundo o destino das vítimas do comunismo.”