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Berlusconi rectifica declarações sobre retirada de tropas do Iraque

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Berlusconi rectifica declarações sobre retirada de tropas do Iraque

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Volte face das declarações de Silvio Berlusconi sobre o início da retirada gradual das tropas italianas do Iraque. Isto depois de Londres e Washington terem considerado que as palavras do primeiro-ministro foram mal entendidas.

Agora, o chefe do governo transalpino afirma que retira as tropas, sim, se os britânicos e os americanos não se opuserem, e que o mês de Setembro era uma data indicativa, não efectiva. O líder italiano convidou os jornalistas a ouvirem de novo a gravação do programa de televisão onde ele garante ter dito que ia consultar o líder britânico sobre a necessidade de se preparar um calendário para a retirada militar do Iraque, uma vez a opinião pública italiana estar contra essa presença no terreno. Berlusconi acrescentou que nunca deu o mês de Setembro como uma data conclusiva para que se inicie essa mesma retirada. Esta reacção surge depois da conferência de imprensa do presidente norte-americano em Washington, onde George Bush afirmou que na conversa com Berlusconi ficou claro que qualquer saída do Iraque será concertada com os aliados, e que tudo estará dependente da capacidade de auto-defesa dos iraquianos. Bush afirmou ter autorização para divulgar a conversa telefónica com Berlusconi, e acrescentou que a Itália não modificou de todo a política do seu governo. Como conclusão Bush reiterou que os membros da coligação desejosos ou ansiosos por retirar-se do Iraque fá-lo-ão quando os iraquianos forem auto-suficientes em termos militares. Itália tem quase 3500 homens no terreno, em Nassíria, no sul. É a terceira maior força do contingente internacional presente. Se os italianos saírem agora do Iraque poderá temer-se uma retirada em massa por parte dos outros países com números mais reduzidos de militares no terreno, criando uma espécie de efeito dominó.