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Saída italiana do Iraque pode provocar onda de retirada militar

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Saída italiana do Iraque pode provocar onda de retirada militar

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A saída dos italianos do Iraque, a terceira maior força estrangeira no país, é um golpe para Washington, mas muito bem aceite em casa. O anúncio de Silvio Berlusconi foi uma surpresa, mas o facto de o ter feito num programa de televisão, e não no parlamento, suscitou críticas pela forma pouco convenciaonal em como foi feito.

A Itália tem 3000 homens no Iraque desde 2003, na região de Nassíria, no Sul. O plano do primeiro-ministro prevê uma retirada gradual, a começar em Setembro. Apesar de Roma ser das maiores aliadas de Washington, os italianos, que já eram contra a guerra, comoveram-se com a morte do agente Nicola Calipari, por militares norte-americanos, durante a operação de resgate da jornalista italiana Giuliana Sgrena. O parlamento tinha aprovado o prolongamento da missão, mas a morte do agente tornou a crítica mais forte. Silvio Berlusconi garante que a retirada não se deve a Calipari, nem às eleições regionais no próximo mês de Abril. O que é certo é que Roma pode, sem querer, liderar a retirada militar do Iraque já que vários países querem fazê-lo mas não ousam.