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Acordo-base pode salvar reforma do Pacto de Estabilidade

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Acordo-base pode salvar reforma do Pacto de Estabilidade

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Terminou a reunião entre os 12 ministros das Finanças do clube europeu, o Eurogrupo, da zona euro, em Bruxelas, e as divergências entre eles acentuaram-se, em vez de convergirem.

As discordâncias desta reunião foram levadas para uma outra, que reúne todos os chefes das Finanças dos 25, o Ecofin, para serem analisadas. Está mais longe um acordo que leve à reforma do Pacto de Estabilidade. O objectivo era atingir um consenso que permitisse uma maior flexibilização do acordo, de forma a dar aos grandes europeus, França e Alemanha, espaço de manobra. Ambos ultrapassaram o tecto de 3 por cento permitido como défice público. Berlim impede um acordo, pois afirma que os custos da reunificação fizeram descarrilar as contas nacionais, e que Bruxelas devia ser mais condescendente. A vizinha Áustria, bem comportada no que toca a contas públicas, bate o pé, não quer excepções e não cede. A proposta na mesa dos 25 prevê, entre outras coisas, que o Estado-membro faltoso possa justificar a sua situação e ter mais tempo para regressar ao equilíbrio exigido. Os países mais pequenos, que se sacrificaram para respeitar os três por cento, não querem excepções à regra, já que consideram que os grandes deviam dar o exemplo.