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Cimeira de Bruxelas: Paris consegue mais apoios contra Bolkestein

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Cimeira de Bruxelas: Paris consegue mais apoios contra Bolkestein

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Os chefes de Estado e de governo dos Vinte e Cinco iniciaram a cimeira europeia de Bruxelas com a confirmação do acordo sobre o Pacto de Estabilidade, alcançado no passado domingo pelos ministros das Finanças.

O encontro de dois dias fica, para já, marcado pelas iniciativas francesas. Jacques Chirac estará a receber mais apoios para conseguir concessões ou mesmo a anulação da directiva Bolkestein. Mas ainda não há decisões. O possível “Não” francês no referendo à Constituição Europeia tem inquietado os outros Estados-membros. Muitos associam este cenário à confusão reinante entre o tratado comum e a controversa directiva. Paris conta com o apoio da Bélgica, em parte da Alemanha, e de outros antigos membros, enquanto que os novos Estados aceitam o projecto Bolkestein, a par do Reino Unido. A directiva de liberalização do sector dos serviços, prevista na Estratégia de Lisboa, desenhada para estimular a competitividade da economia europeia, é defendida pela Comissão, que já deu a entender a possibilidade de a rever. Durão Barroso participa no seu primeiro Conselho Europeu enquanto chefe do executivo comunitário e não terá a missão facilitada. Bolkestein prevê, entre outras coisas, a aplicação do polémico princípio de que um prestador de serviços poderá operar em toda a União, aplicando as leis do seu país de origem. Os maiores contestatários desta directiva apresentam como principal argumento o desequilíbrio social que poderá vir a provocar.