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Como se relança a Estratégia de Lisboa?

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Como se relança a Estratégia de Lisboa?

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Há cinco anos, os líderes europeus tiravam a tradicional fotografia de família com um objectivo acabado de delinear: a chamada Estratégia de Lisboa, um conjunto de reformas destinado a aumentar exponencialmente a competitividade e ultrapassar o dinamismo dos Estados Unidos em 2010.

Cinco anos passaram e tornou-se claro que esse horizonte não deverá ser alcançado, como explicou a Holanda, que ocupou a presidência da União antes do Luxemburgo. O bloco comunitário cresceu a uma média de 2%, nos últimos cinco anos, perante 2,73% do lado americano, contando com previsões de 2004 e 2005. Durante a presidência, os holandeses prepararam um relatório no qual se afirma que é possível reduzir a distância com vastas reformas económicas, embora o documento tenha sido criticado por não apresentar soluções. Em altura de fazer balanços sobre a Estratégia de Lisboa, há factores a dissecar. A subida do euro afecta as exportações. O alargamento a Vinte e Cinco abrandou o crescimento conjunto. A entrada global da China e da Índia pode agravar as coisas. Segundo os indicadores de 2003, os Estados Unidos ultrapassavam a Europa em quase 10% na taxa de emprego geral e mais de 19% na taxa de emprego de trabalhadores com mais de 50 anos. No que respeita aos investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento, os europeus gastaram 1,9% do PIB, enquanto que os americanos canalizaram 2,8%. A população europeia está a envelhecer e os Estados-membros ainda não conseguiram equilibrar a balança entre este facto e o financiamento das reformas. Há recomendações que se mantêm desde Lisboa: atrair investimentos, reduzir as burocracias e liberalizar o mercado dos serviços, medida ensombrada pelo nome Bolkestein.