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Casamento com Lufthansa penaliza acções da Swiss

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Casamento com Lufthansa penaliza acções da Swiss

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As acções da companhia aérea Swiss caíram a pique, esta quarta-feira, depois da assinatura do acordo com a Lufthansa, que prevê que a companhia alemã passe a deter a totalidade da congénere suíça num prazo de ano e meio. Os pequenos accionistas desfizeram-se, em grande parte, dos papéis, depois de conhecida a oferta da Lufthansa, que paga cerca de seis euros por acção.

A Lufthansa garantiu a continuação da marca Swiss e do aeroporto de Zurique como importante placa giratória. O presidente da companhia alemã, Wolfgang Mayhuber, apresentou o plano: “A nossa estratégia vai ser reforçada por uma grande plataforma na Suíça. O cliente vai ter mais possibilidades de correspondências e mais destinos. Vão ser abertos novos mercados, tal como uma vasta gama de destinos em África, que será complementar em relação à nossa rede”. Com a aquisição da Swiss, a Lufthansa consolida o lugar de segunda maior transportadora da Europa. A companhia suíça, herdeira da falida Swissair, é uma empresa pequena, comparada com a gigante Lufthansa. Tem uma frota de 80 aviões, voa para 70 destinos e tem pouco mais de 6600 empregados, enquanto a Lufthansa conta com mais de 93.700. Os trabalhadores da Swiss estão receosos com o que pode vir a acontecer, uma vez que os alemães não deram qualquer garantia de manutenção dos postos de trabalho. O representante do sindicato do pessoal de cabine, Urs Eicher, diz que “ninguém sabe se o quadro de pessoal do aeroporto de Zurique vai conservar o tamanho actual nem há ninguém que dê garantias aos trabalhadores”. A Swiss fez já grandes reestruturações, com cortes no quadro, na frota, e no número de destinos. A Lufthansa já admitiu que pode vir a fazer novos cortes no pessoal da companhia suíça.