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Presidente do Quirguistão não acredita em "revoluções pacíficas"

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Presidente do Quirguistão não acredita em "revoluções pacíficas"

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Askar Akayev é presidente do Quirguistão há quase 15 anos. Ao ser eleito, depressa foi considerado pela comunidade internacional como uma espécie de lufada de ar fresco na região.

Em pouco tempo Akayev passou a ser apelidado pelo Ocidente como liberal e democrata… Mas com o passar dos anos as coisas começaram a mudar. Com o pretexto da ameaça terrorista a partir de 2003, o presidente reforçou os seus próprios poderes. Para além disso, a situação social e económica do país não favorece a posição das autoridades. O Quirguistão é a mais pobre das antigas republicas soviéticas. As relações com a oposição nunca estiveram tão más. O autoritarismo de Akayev é cada vez mais notório. Antes mesmo dos protestos nas ruas ganharem a força que têm neste momento, o presidente avisou os cidadãos que qualquer revolução ao estilo da que se deu na Ucrânia ou na Geórgia será impossível de acontecer no Quirguistão. Para o chefe de Estado não pode haver uma revolução pacífica e o intensificar da crise só poderá levar à guerra civil. O Quirguistão tem uma superfície de 200 mil quilómetros quadrados e pouco mais de 5 milhões de habitantes.