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UE inquieta quanto a americano Wolfowitz na chefia do Banco Mundial

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UE inquieta quanto a americano Wolfowitz na chefia do Banco Mundial

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Os Europeus estão inquietos quanto às intenções do candidato norte-americano à presidência do Banco Mundial, Paul Wolfowitz.

Esta manhã em Bruxelas, vários responsáveis da União Europeia reuniram-se com o candidato que é actualmente secretário adjunto da defesa dos Estados Unidos. A Europa quer que Wolfowitz defenda uma política firme na área do desenvolvimento. Wolfowitz procurou sossegar o velho continente: “Espero que venham a conhecer-me melhor, porque assim vão perceber que acredito fortemente na missão do Banco Mundial. Não teria aceite esta candidatura se assim não fosse. É importante sublinhar que Bush também acredita na missão do Banco Mundial, na redução da pobreza e na necessidade de trabalhar de forma multilateral.” Os europeus querem ainda uma boa representacão no conselho de administração da instituição, nomeadamente um lugar de vice-presidente. Numa entrevista ao Washington Post, Wolfowitz afirmou que não se oporia a ver um europeu num lugar importante da administração. Paul Wolfowitz foi um dos arquitectos da guerra no Iraque, o que inspira recei entre os europeus. Mesmo assim, o presidente em exercício da União Europeia, o luxemburguês Jean-Claude Junker, no final do encontro com Wolfowitz, referiu-se ao candidato como “o próximo presidente do Banco Mundial.”