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Eleições no Zimbabwe sob o espectro da fraude

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Eleições no Zimbabwe sob o espectro da fraude

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Os habitantes do Zimbabwe começaram esta manhã a votar para as eleições legislativas que o partido do presidente Robert Mugabé, no poder há 25 anos, deverá voltar a ganhar.

As eleições, que têm lugar em mais de oito mil localidades do país, são tidas como fraudulentas pelos Estados Unidos, União Europeia e organizações civis. O escrutínio tem sido marcado pela polémica. O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, acusou Mugabé de usar a fome para intimidar o eleitorado. O país enfrenta uma crise económica e social. O desemprego afecta 70% da população, um terço dos habitantes está infectado pelo vírus da Sida e mais de metade dos 12 milhões de habitantes sobrevive devido à ajuda alimentar. Desta vez a campanha eleitoral decorreu sem violência. Em 2000 e 2002 as eleições ficaram marcadas pelos confrontos políticos entre diferentes forças que provocaram cerca de uma centena de mortos entre a oposição. Ontem, Robert Mugabé mostrou-se seguro da vitória do seu partido, a União Africana do Zimbabew – Frente Patriótica e descartou a possibilidade de formar um governo de unidade nacional. Morgan Tsvangirai, chefe da oposição e líder do Movimento para a Mudança Democrática (LMD), também proclama vitória. Mas o partido do poder tem uma vantagem. Além dos 120 lugares no parlamento que vão hoje a votos, o chefe de Estado designa directamente 30 deputados.