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Roma vive situação sem precedentes

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Roma vive situação sem precedentes

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“Em condições normais, o evento teria necessitado de seis a 12 meses de planificação.” Com esta declaração, o chefe da protecção civil de Roma disse tudo. A situação que se vive actualmente na capital italiana não tem precedentes. A principal via de acesso à cidade eterna, de 80 quilómetros de extensão, vai estar fechada entre as 02 horas da manhã e as 18 horas locais, menos uma hora em Lisboa.

Toda a zona que circunda o Vaticano e a Praça de São Pedro, principal acesso para a Basílica, vão ser tomadas de assalto por 300.000 pessoas. Quem estiver mais distante poderá acompanhar a cerimónia pelos ecrãs gigantes espalhados pela cidade. Gerir o afluxo de peregrinos, assegurar a sua segurança, socorrê-los em caso de necessidade e ao mesmo tempo garantir a segurança e a circulação de cerca de 200 dignitários do mundo inteiro é um verdadeiro quebra-cabeças para o qual foram mobilizadas 40.000 pessoas. O chefe da polícia de Roma, Marcello Fulvi, explica as prioridades das forças de segurança. “Os sistemas de segurança andam à volta de dois problemas principais: o primeiro é a segurança de todos os peregrinos – cerca de quatro milhões -; o segundo tem que ver com todos responsáveis estrangeiros que vêm ao funeral.” As medidas adoptadas para garantir a segurança dos chefes de Estado e das delegações que os acompanham, como é o caso de Condoleezza Rice, protegida por uma dezena de guarda-costas, são draconianas e foram testadas pela primeira vez com a chegada de três presidentes americanos, entre os quais George W. Bush, na quarta-feira à noite. Outras personalidades, como a presidente filipina, Gloria Arroyo, ou o presidente do Zimbabué, Robert Mugabé, chegaram ao aeroporto Leonardo Da Vinci esta manhã. O aeroporto de Ciampino foi encerrado ao público e só será utilizado para voos de Estado ou urgentes. Funcionários municipais, voluntários da protecção civil, Carabinieri, soldados, nada foi deixado ao acaso. Quanto ao material, nem mesmo os mísseis anti-aéreos foram esquecidos, bem como os helicópteros que vão sobrevoar a cidade sem interrupções.