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Roma com dispositivo de segurança inédito

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Roma com dispositivo de segurança inédito

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O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, e o presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, são apenas alguns dos muitos dignitários estrangeiros, entre os quais o presidente português Jorge Sampaio, que vão assistir ao funeral de João Paulo II. Entre os presentes contam-se também vários líderes religiosos como o Arcebispo de Cantuária, Rowan Williams. Um quebra-cabeças para as autoridades quer a nível protocolar quer, sobretudo, ao nível da segurança.

“Em condições normais um evento semelhante necessitaria de uma planificação de seis a doze meses”, declarou o chefe da protecção civil de Roma. 40 mil pessoas vão estão implicadas no dispositivo de segurança, dez mil das quais são agentes de polícia. 1.500 vão estar destacados apenas para a protecção das duas centenas de delegações oficiais. Além dos trezentos mil fiéis que deverão ocupar a Praça de São Pedro, o número de crentes espalhados pela capital italiana deverá rondar os três milhões. O trânsito civil em Roma foi proíbido e a administração pública e o comércio encerrados. O espaço aéreo está fortemente condicionado e a ser patrulhado ininterruptamente. O dispositivo inclui ainda franco-atiradores nos telhados em redor da Santa Sé e baterias de mísseis anti-aéreos.