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França: Raffarin modera optimismo

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França: Raffarin modera optimismo

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O governo francês está com dificuldade em cumprir as promessas eleitorais de aumentar o crescimento económico e baixar o desemprego em dez por cento. O próprio primeiro-ministro, Jean-Pierre Raffarin, admitiu, esta segunda-feira numa entrevista publicada pelo jornal Nice-Matin, que essas metas seriam difíceis de atingir, em parte por culpa da subida no preço do petróleo.

O orçamento de 2005 foi calculado com base numa previsão de crescimento de 2,5 por cento. Agora, Raffarin fala de um número entre os dois e os 2,5 por cento. Mais realistas são as previsões da Comissão Europeia. Segundo o último relatório, o crescimento francês deste ano deve ser de dois por cento, depois dos 2,6 do ano passado. A taxa de desemprego deve recuar ligeiramente, dos 9,6 para os 9,4 por cento. O défice deve ser de três por cento do PIB, a tocar o limite do Pacto de Estabilidade. Embora o desemprego não deva cair tanto como se previa, o governo está confiante. Diz o ministro-delegado do Orçamento, Jean-François Copé, “o ano de 2005 vai ser de baixa significativa no desemprego. No entanto, tendo em conta o preço elevado do petróleo e a queda do dólar, o primeiro-ministro quis ter alguma margem de segurança, por isso disse que o objectivo de baixar 10% seria, provavelmente, adiado para o primeiro trimestre do ano que vem”. Em Fevereiro, a taxa de desemprego francesa manteve-se num máximo de cinco anos, nos 10,1 por cento, pelo segundo mês consecutivo. A juntar a este sentimento negativo, em Março a confiança dos consumidores esteve também em queda, o que contrariou as expectativas.