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Sorte da MG Rover nas mãos de Bruxelas

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Sorte da MG Rover nas mãos de Bruxelas

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Os empregados da MG Rover enfrentam uma sorte incerta. A falência pode estar para breve, depois da chinesa Shanghai Automotive ter recusado definitivamente uma aliança com a construtora britânica. Ao mesmo tempo, o governo britânico quer avançar com um plano de salvamento, mas a Comissão Europeia está a colocar entraves.

Um operário diz que “o sentimento não é muito positivo e não deve melhorar”. Esta segunda-feira, o principal sindicato da empresa teve uma reunião de emergência. Diz o representante dos trabalhadores, Tony Woodley, “os nossos membros estão a empreender uma luta de grande amplitude e ninguém sub-estima a grandeza desta tarefa. Foi muito difícil quando a BMW saiu e é duplamente difícil agora”. As vendas de carros têm vindo a descer, nos últimos três anos. Em 2004, o grupo vendeu pouco mais de cem mil automóveis. Também o prejuízo da MG Rover tem vindo a aumentar. Prevê-se, para 2004, perdas na ordem dos 145 milhões de euros. A Comisão Europeia vai agora ter que aprovar o plano de salvamento do governo britânico. Jonathan Todd, porta-voz da Comissão para a Concorrência, diz que “o executivo de Bruxelas tem que se certificar de que não há deturpação das regras da concorrência mas, tirando isso, as companhias podem candidatar-se a planos de salvamento”. O plano prevê um empréstimo de 6,5 milhões de libras, o equivalente a mais de nove milhões de euros. A Comissão Europeia só aprova este tipo de ajudas em casos excepcionais. Os próximos dias vão ser decisivos, no que toca à resposta de Bruxelas. Se a MG Rover falir, isso significa o fim dos 6.000 empregos da fábrica de Longbridge, e vários milhares dos fornecedores. O grupo é actualmente a única construtora 100% britânica em actividade.