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Bruxelas quer mais dinheiro para África

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Bruxelas quer mais dinheiro para África

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Mais ajuda para África precisa-se. É o pedido lançado pela Comissão Europeia aos Estados membros. Os Vinte e Cinco já são o maior doador mundial, mas Bruxelas quer que eles concentrem os esforços na extrema pobreza do continente africano. Objectivo: reduzir a pobreza para metade até 2015, como propôs a ONU.

O comissário para a Ajuda Humanitária quer que os Estados membros aumentem as contribuições para 0,51% do Produto Nacional Bruto, em 2010, em vez da média actual de 0,36 por cento. Perante o Parlamento Europeu, Louis Michel explicou: “Em 2001, a Comissão formulou uma política e um programa de acção para lutar contra as três principais doenças da pobreza, a saber: a sida, a tuberculose e o paludismo. Em 2004, a Comissão apresentou o balanço dessas acções, que mostra que a contribuição financeira para a luta contra estas doenças foi multiplicada por quatro e que houve também um aumento da parte adjudicada à investigação.” O objectivo, fixado em 1970, é que, em 2015, os países mais ricos do mundo doem 0,7% do PNB para o desenvolvimento. A maioria não cumpre. Os Estados Unidos, por exemplo, contribuem com 0,16% e o Japão com 0,19 por cento. Na União Europeia, apenas a Dinamarca, Suécia, Holanda e Luxemburgo respeitam o compromisso.