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Regras de funcionamento do Conclave

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Regras de funcionamento do Conclave

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Começou o 1° Conclave do século XXI para eleger o sucessor de Joao Paulo II. Como se processa a votação?

Após a procissão solene na Praça de São Pedro, entoando a Ladaínha dos Santos e o “Veni Creator”, para pedir inspiração ao Espírito Santo, os 115 cardeais que participam na votação e os elementos que prestam apoio ao escrutínio, juram solenemente guardar segredo sobre tudo o que diz respeito à eleição, sob pena de excomunhão. Dada a ordem “Extra Omnes”, os Cardeais eleitores ficam a sós para uma meditação e decidem se realizam logo uma votação ou se deixam o processo para o dia seguinte, a partir do qual se procedem a 4 votações por dia, duas de manhã e outras duas à tarde. Num boletim onde está impressa, em latim, a expressão “Elejo como Sumo Pontífice”, cada cardeal escreve o nome do seu eleito, dobra o voto em dois e dirige-se ao altar onde estão as urnas perante as quais jura, apenas na primeira votação, dar o seu voto aquele que julga dever ser o eleito. Contados e recontados, os boletins e eventuais notas são queimados numa salamandra. Se o fumo que sair da chaminé colocada para o efeito na Capela Sistina for branco, significa que foi escolhido o novo Papa. Este ano para não haver confusões, os sinos tocarão também. Se o fumo for negro significa que o processo continua. Ao 3° dia, se ninguém for eleito, os cardeais têm uma jornada de repouso e meditação. Alcançada a maioria de 2/3, ou seja os 77 votos necessários para eleger o novo Papa, este aceita o cargo, escolhe o nome porque quer ser conhecido e surge aos fiéis na janela da Basílica de São Pedro.