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Fumo negro no Vaticano

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Fumo negro no Vaticano

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Milhares de pessoas juntaram-se durante a tarde na Praça de São Pedro com esperança de ver fumo branco a sair da pequena chaminé da Capela Sistina. Ainda não foi desta, aliás nem era esperado que os 115 cardeais conseguissem na primeira votação chegar a acordo sobre o melhor homem para substituir Karol Woytila.

No entanto, alguns fiéis garantem que de início, o fumo que saíu da chaminé era esbranquiçado e chegaram mesmo a pensar que a votação tinha chegado ao bom porto. Já não é a primeira vez que há confusões com a cor do fumo. Quando João Paulo II foi eleito, o fumo que saiu da chaminé não era tão branco quanto o necessário e não se percebeu imediatamente que havia novo Papa. Desta vez, de acordo com informações do Vaticano, a forma de queimar os boletins de voto foi melhorada para evitar dúvidas na hora da verdade. A partir de hoje, os cardeais deverão dedidcar cerca de oito horas ao processo de votação. Pode haver um máximo de 4 votações diárias. Pelo menos duas vezes por dia, fumo sairá da chaminé da Capela Sistina. Só quando uma maioria de dois terços dos 115 cardeais eleger o novo Sumo Pontífice, o fumo branco poderá ser visto pelo mundo inteiro através das televisões. Os chamados “papabili”, ou candidatos a Papa, não faltam. Uns são mais conservadores, outros mais reformistas, uns italianos, outros de outros países e continentes. O braço direito de João Paulo II, o cardeal Joseph Ratzinger, é o nome mais citado em toda a imprensa. Mas o conservadorismo, ligado à Opus Dei, levam muitos a pensar que a eleição significaria um passo atrás na evolução da Igreja. O representante dos progressistas é agora um outro italiano – o cardeal Carlo Maria Martini, de 78 anos. Quem não pára de ser citado pelos media nacionais e internacionais é D.José Policarpo, que é visto como conciliador de tendências opostas dentro da Igreja Católica.