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Equador vive golpe de Estado

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Equador vive golpe de Estado

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Os deputados do parlamento nacional do Equador decidiram destituir o presidente Lucio Gutierrez, após um voto convocado pela oposição que o acusou de querer instaurar uma ditadura. Aparentemente, Gutierrez terá pedido asilo político ao Panamá.

O vice-presidente Alfredo Palacio assumiu a chefia do Estado equatoriano, num movimento apoiado pelas Forças Armadas do país. Há mais de uma semana que a demissão de Gutierrez era exigida em várias manifestações em todo o Equador. A crise foi agravada pela morte de um fotógrafo chileno, na noite de terça-feira, durante os confrontos entre manifestantes pró e anti-presidente, em Quito, a capital. A Cruz Vermelha equatoriana anunciou igualmente a morte de uma manifestante. Os opositores denunciavam as suas ingerências no Supremo Tribunal. Gutierrez foi eleito há 27 meses, com promessas de reformas económicas e sociais, que não cumpriu. O antigo coronel adoptou uma política de rigor, seguindo as exigências do Fundo Monetário Internacional. No passado sábado, Lucio Gutierrez tinha recusado apresentar a demissão perante a instabilidade que levou à declaração do estado de emergência.