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Justiça britânica confirma que a bebé Charlotte não deve ser reanimada

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Justiça britânica confirma que a bebé Charlotte não deve ser reanimada

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Se a pequena Charlotte tiver uma nova crise respiratória, os médicos não são obrigados a salvá-la. O Supremo Tribunal de Londres confirmou, esta quinta-feira, a decisão sobre o futuro da bebé de 18 meses, que nasceu prematuramente com graves deficiências renais, cerebrais e respiratórias.

A justiça deu razão ao hospital de Portsmouth, de onde Charlotte nunca saiu, que alega ser uma violência para a bebé tentar reanimá-la em caso de nova falha no sistema respiratório. Uma porta-voz dos médicos declarou que o juiz responsável pelo processo considerou que “não é do interesse de Charlotte voltar a sofrer uma intervenção fútil e agressiva”. Mas isso não implica que “ela deixe de receber um tratamento de qualidade.” Os pais, um casal com fortes convicções católicas, não se conformam e garantemque a saúde da criança recupera pouco a pouco. O advogado dos progenitores afirmou, por sua vez, que o juiz levou em conta “a incerteza sobre o futuro de Charlotte, ordenando que o caso seja seguido e autorizando um recurso.” Esta não foi a batalha final pela vida de Charlotte. No próximo mês de Outubro, a decisão judicial vai ser reavaliada.