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Iraque volta a assombrar Blair antes das eleições

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Iraque volta a assombrar Blair antes das eleições

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A uma semana das eleições legislativas, a polémica do Iraque volta a colar-se à pele de Tony Blair. Foi o próprio, pressionado em todas as frentes, que autorizou a publicação dos relatórios do Procurador-geral britânico antes do conflito. O resultado: a oposição denuncia que o primeiro-ministro influenciou o parecer do Procurador sobre a legalidade da intervenção militar, negativo num primeiro documento e positivo apenas dez dias depois.

Blair defende-se, declarando que, ao contrário do que foi divulgado por alguns média, a opinião do conselheiro jurídico “foi sempre favorável nos dois documentos de 7 e 17 de Março de 2003.” Há interpretações diferentes. Antes do “sim”, o primeiro relatório dizia que eram necessárias “provas sólidas” da não-cooperação iraquiana e a autorização expressa da ONU. Os conservadores voltam a chamar “mentiroso” ao chefe do executivo e aproveitam para passar por cima dos argumentos económicos esgrimidos por Blair. Para o líder torie, Michael Howard, “a questão do Iraque resume-se ao seguinte: se não é possível confiar em Blair na decisão de começar uma guerra, a mais importante que pode tomar, então como confiar nele outra vez?” Charles Kennedy, o líder dos liberais democratas, creditados como a terceira força política, também pede esclarecimentos e afirma que “é imperativo que Tony Blair clarifique o povo, de uma vez por todas, sobre o que aconteceu durante aqueles dez dias.”