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PCC e Kuomintang, uma história de guerras fratricidas

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PCC e Kuomintang, uma história de guerras fratricidas

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Foi na China dos anos 20 que começaram as tumultuosas relações entre o Kuomintang (KMT) e o Partido Comunista Chinês (PCC). Relações que ficarão marcadas por alianças e guerras fratricidas entre os dois partidos.

O PCC foi fundado em Shanghai, em 1921, por Mao Tse Tung. Três anos mais tarde, sob a impulsão da Komintern (Terceira Internacional), o partido alia-se aos nacionalistas do KMT. Mas em 1927, Chiang Kai Shek corta relações com Mao e ordena o massacre de centenas de comunistas em Shanghai. Expulsos dos seus bastiões laborais nas grandes cidades, 10.000 comunistas iniciam, em 1934, a “Longa Caminhada” para o norte. Mas em 1937, o Japão, que desde 1931 controla a Manchúria, declara guerra à China. O PCC e o KMT aliam-se pela segunda vez para enfrentarem o inimigo exterior. A aliança volta a ser quebrada depois da derrota do Japão em 1945. O KMT, liderado por Chiang Kai Shek, é apoiado pelos americanos. Apesar da superioridade militar, os nacionalistas acabam por perder a guerra civil devido às divisões internas e à corrupção que os coloca na mira da população. Em Abril de 1949, os comunistas que se refugiaram no norte tomam o controlo de Nankin e de Shanghai. As tropas de Chiang Kai Shek fogem para a ilha de Taiwan. No dia 01 de Outubro de 1949, em Pequim, Mao Tse Tung proclama a República Popular da China. O Partido Comunista celebrava assim a vitória sobre o Kuomintang. 22 anos mais tarde, o PCC conquista uma segunda grande vitória: a expulsão de Taiwan da ONU e a sua substituição pela República Popular da China. Um acontecimento inédito. O último choque entre as duas Chinas ocorreu no passado dia 14 de Março quando o parlamento chinês aprovou uma lei anti-secessão que visa Taiwan. Se um dia aquela que Pequim chama de “ilha rebelde” der um passo no caminho da independência será impedida pela força das armas. Hoje, o PCC opta pelo diálogo com o seu irmão inimigo, o Kuomintang, que sempre se opôs à secessão.