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Togo: oposição impõe condições para aceitar a mediação internacional

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Togo: oposição impõe condições para aceitar a mediação internacional

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A oposição togolesa aceita a mediação internacional na condição desta a reconhecer vencedora da eleição presidencial de domingo passado.

A violência eclodiu no Togo depois do anúncio provisório, na terça-feira, da vitória no sufrágio do filho do antigo ditador, Gnassingbé Eyadema, que faleceu em Fevereiro após quase quatro décadas no poder. Emmanuel Bob Akitani, o candidato da oposição, proclamou-se entretanto vencedor das eleições e o seu chefe de campanha lança um apelo “à União Africana, à União Europeia e às Nações Unidas. Porque o nível a que chegou a repressão no Togo, não pode deixar ninguém indiferente”. Segundo a oposição, cerca de 100 pessoas já morreram nos confrontos dos últimos dias. A Liga Togolesa dos Direitos do Homem fala em pelo menos 40 mortos. O Instituto Goethe não escapou, esta sexta-feira, à fúria dos partidários do regime, que acusam a antiga potência colonial de estar a apoiar a oposição. Ninguém morreu no assalto a tiro e posterior fogo posto, mas a Alemanha pediu aos seus cidadãos para abandonarem o país. Este sábado são esperados na capital, Lomé, os mediadores da União Africana e da CEDEAO, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental.