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Constituição Europeia: Holanda sem medo do referendo em França

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Constituição Europeia: Holanda sem medo do referendo em França

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A especificidade da Holanda enquanto país liberal não será posta em causa com a Constituição Europeia. Esta é a mensagem do ministro holandês para os Assuntos Europeus. Em Haia, Atzo Nicolai apanhou o eléctrico da campanha pelo “sim” ao Tratado Constitucional no referendo de 1 de Junho.

O governo está a distribuir um resumo do texto pelos mais de sete milhões de lares holandeses mas o ministro resolveu sair à rua para, pessoalmente, pôr fim aos receios da população. “A questão da identidade é, de facto, uma das mais comuns. A nossa identidade passa por coisas específicas como as drogas leves, a eutanásia, o aborto e outras questões. Posso explicar-vos: não se preocupem, antes pelo contrário. Esta constituição é muito clara: estes assuntos são de âmbito nacional”, garantiu Nicolai. Os campos do “sim” e do “não” têm, cada um, 400 mil euros para convencer os holandeses das suas razões. Willem Bof apela ao “não” e explica as suas razões: “Por um lado, esta Constituição não é democrática. Por outro, inclui todo o tipo de temas políticos, políticas económicas, militares, etc… Todo o tipo de temas que não pertencem a uma constituição.” Os holandeses, que este fim-de-semana comemoraram o Jubileu da rainha, estão mais inclinados a dizer “não” ao Tratado Constitucional. Segundo as sondagens, apenas 38% defende o texto; 40% é contra. O referendo holandês vai realizar-se a 1 de Junho: três dias após a consulta francesa e independentemente do resultado desta.